SEDE > Av. Nossa Senhora de Copacabana, 709 - 5º andar:
➢ QUARTAS-FEIRAS: ÀS 8h30m e ÀS 19h30m;
➢ SEXTAS-FEIRAS, ÀS 16h
NÚCLEO PAULO e ESTEVÃO > Rua Rodolfo Dantas, loja 97 (térreo) Copacabana (21 3208-5264)
Semana: de 25 de Maio a 31 de Maio de 2026
REUNIÃO VIRTUAL SEMANAL
ESTRÉIA
Dia 25 de Maio (segunda-feira), às 19h pelo canal do Lar de Tereza no YouTube

Expositor(a): EDER ANDRADE
Integrante da Comunidade Espírita Cristã, O Consolador (Copacabana – Rio de Janeiro/ RJ)

RECONCILIAÇÃO COM O ADVERSÁRIO
5. Reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais com ele a caminho, para que ele não vos entregue ao juiz, o juiz não vos entregue ao ministro da justiça e não sejais metido em prisão. – Digo-vos, em verdade, que daí não saireis, enquanto não houverdes pago o último ceitil. (S. MATEUS, 5:25 e 26.)
6. Na prática do perdão, como, em geral, na do bem, não há somente um efeito moral: há também um efeito material. A morte, como sabemos, não nos livra dos nossos inimigos; os Espíritos vingativos perseguem, muitas vezes, com seu ódio, no além-túmulo, aqueles contra os quais
guardam rancor; donde decorre a falsidade do provérbio que diz: “Morto o animal, morto o veneno”, quando aplicado ao homem. O Espírito mau espera que o outro, a quem ele quer mal, esteja preso ao seu corpo e, assim, menos livre, para mais facilmente o atormentar, ferir nos seus
interesses, ou nas suas mais caras afeições. Nesse fato reside a causa da maioria dos casos de obsessão, sobretudo dos que apresentam certa gravidade, quais os de subjugação e possessão. O obsidiado e o possesso são, pois, quase sempre vítimas de uma vingança, cujo motivo se encontra em existência anterior, e à qual o que a sofre deu lugar pelo seu proceder. Deus o permite, para os punir do mal que a seu turno praticaram, ou, se tal não ocorreu, por haverem faltado com a indulgência e a caridade, não perdoando. Importa, conseguintemente, do ponto de vista da tranquilidade futura, que cada um repare, quanto antes, os agravos que haja causado ao seu próximo, que perdoe aos seus inimigos, a fim de que, antes que a morte lhe chegue, esteja apagado qualquer motivo de dissensão, toda causa fundada de ulterior animosidade. Por essa forma, de um inimigo encarniçado neste mundo se pode fazer um amigo no outro; pelo menos, o que assim procede põe de seu lado o bom direito e Deus não consente que aquele que perdoou sofra qualquer vingança. Quando Jesus recomenda que nos reconciliemos o mais cedo possível com o nosso adversário, não é somente objetivando apaziguar as discórdias no curso da nossa atual existência; é,
principalmente, para que elas se não perpetuem nas existências futuras. Não saireis de lá, da prisão, enquanto não houverdes pago até o último centavo, isto é, enquanto não houverdes satisfeito completamente a justiça de Deus.
Sugestões bibliográficas:
- O Consolador – Perg. 332 a 341 - F. C. Xavier/Emmanuel, FEB.
- O Pensamento de Emmanuel – Cap. 24 – O Perdão - Martins Peralva, FEB;
- O Espírito da Verdade – Cap. 33 – Página do caminho - - F. C. Xavier/Espíritos Diversos, FEB;
- Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda – Pág. 75 – Reconciliação; - Divaldo P. Franco/Joanna de Angelis, LEAL
“Perdoai-lhes, Pai. Eles não sabem o que fazem.” – Jesus (Lucas – 23: 34.)
O verdadeiro amor não indaga: Quem é meu amigo? Quem é meu inimigo? O verdadeiro amor não questiona o porquê da calúnia e não foge do caluniador, porquanto o amor sabe descobrir o lado bom das criaturas.
Para quem ama, o inimigo é simplesmente o irmão que desconhece os motivos reais das ações que o incomodam.
Quem realmente ama, ao invés de acusar, estende a mão, aconchega e dialoga, tentando esclarecer as dúvidas que sempre obscurecem a mente e o coração.
Lembremos o Mestre que, no alto da cruz, olhando compadecido para aqueles que o crucificaram, assim orava, demonstrando o Seu Infinito Amor: Perdoai-lhes, Pai. Eles não sabem o que fazem!
Naqueles instantes dolorosos, Ele esquecia Seus sofrimentos e justificava os Seus perseguidores diante do Pai.
Quem ama observa as acusações ouvidas e divulgadas como resultado de um engano do acusador e, porque ama, dirá então: Ele não ouviu bem... não observou os fatos com razoável atenção e, por isso, interpretou-os segundo seu entendimento e não de acordo com a realidade... mais tarde, tudo se esclarecerá...
Quem ama confia no tempo como seu espontâneo colaborador.
Quem ama vai ao encontro do perseguidor e lhe oferece a palavra de entendimento: - Por que a perseguição?
Esclarecidos os acontecimentos, cada uma das partes tomará posição correta, que é a da conciliação.
Se não houver interesse em conciliar e sim o desejo de prosseguir requentado de prosseguir requentando velhas mágoas por parte do perseguidor, haverá perfeita tranqüilidade no coração do perseguido Amar, pois, ao inimigo, perdoar àqueles que nos perseguem e caluniam será promover a abertura dos caminhos do reequilíbrio.
Não abrigueis, portanto, rancores, queixas e mágoas, porquanto, tais sentimentos cerram portais de serenidade interior e exterior.
Amai! Amai a todos, sem indagações, sem julgamentos, sem exigências, porque será pelo Amor aos semelhantes, quaisquer que sejam os níveis em que se situem, que alcançaremos, por fim, as fontes luminosas da Paz!
Icléia
(Brunilde Mendes do Espírito Santo - Evangelho e Vida – Cap. 3 – Espíritos Diversos, LT.)
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