SEDE > Av. Nossa Senhora de Copacabana, 709 - 5º andar:
➢ QUARTAS-FEIRAS: ÀS 8h30m e ÀS 19h30m;
➢ SEXTAS-FEIRAS, ÀS 16h
NÚCLEO PAULO e ESTEVÃO > Rua Rodolfo Dantas, loja 97 (térreo) Copacabana (21 3208-5264)
Semana: de 6 de Abril a 12 de Abril de 2026
REUNIÃO VIRTUAL SEMANAL
ESTRÉIA
Dia 6 de Abril (segunda-feira), às 19h pelo canal do Lar de Tereza no YouTube

Expositor(a): MARIA DA GRAÇA PEREIRA
Integrante do Lar de Tereza (Copacabana, Rio de Janeiro/RJ)

934. A perda dos entes que nos são caros não constitui para nós legítima causa de
dor, tanto mais legítima quanto é irreparável e independente da nossa vontade?
“Essa causa de dor atinge assim o rico, como o pobre: representa uma prova, ou expiação, e
comum é a lei. Tendes, porém, uma consolação em poderdes comunicar-vos com os vossos amigos
pelos meios que vos estão ao alcance, enquanto não dispondes de outros mais diretos e mais
acessíveis aos vossos sentidos.”
935. Que se deve pensar da opinião dos que consideram profanação as
comunicações com o além-túmulo?
“Não pode haver nisso profanação, quando haja recolhimento e quando a evocação seja
praticada respeitosa e convenientemente. A prova de que assim é tendes no fato de que os Espíritos
que vos consagram afeição acodem com prazer ao vosso chamado. Sentem-se felizes por vos
lembrardes deles e por se comunicarem convosco. Haveria profanação, se isso fosse feito
levianamente.”
A possibilidade de nos pormos em comunicação com os Espíritos é uma dulcíssima consolação, pois
que nos proporciona meio de conversarmos com os nossos parentes e amigos, que deixaram antes de nós
a Terra. Pela evocação, aproximamo-los de nós, eles vêm colocar-se ao nosso lado, nos ouvem e
respondem. Cessa assim, por bem dizer, toda separação entre eles e nós. Auxiliam-nos com seus
conselhos, testemunham-nos o afeto que nos guardam e a alegria que experimentam por nos lembrarmos
deles. Para nós, grande satisfação é sabê-los ditosos, informar-nos, por seu intermédio, dos pormenores
da nova existência a que passaram e adquirir a certeza de que um dia nos iremos a eles juntar.
936. Como é que as dores inconsoláveis dos que sobrevivem se refletem nos
Espíritos que as causam?
“O Espírito é sensível à lembrança e às saudades dos que lhe eram caros na Terra; mas, uma
dor incessante e desarrazoada a toca penosamente, porque, nessa dor excessiva, ele vê falta de fé
no futuro e de confiança em Deus e, por conseguinte, um obstáculo ao adiantamento dos que o
choram e talvez à sua reunião com estes.”
Estando o Espírito mais feliz no Espaço que na Terra, lamentar que ele tenha deixado a vida
corpórea é deplorar que seja feliz. Figuremos dois amigos que se achem metidos na mesma prisão. Ambos
alcançarão um dia a liberdade, mas um a obtém antes do outro. Seria caridoso que o que continuou preso
se entristecesse porque o seu amigo foi libertado primeiro? Não haveria, de sua parte, mais egoísmo do
que afeição em querer que do seu cativeiro e do seu sofrer partilhasse o outro por igual tempo? O mesmo
se dá com dois seres que se amam na Terra. O que parte primeiro é o que primeiro se liberta e só nos cabe
felicitá-lo, aguardando com paciência o momento em que a nosso turno também o seremos.
Façamos ainda, a este propósito, outra comparação. Tendes um amigo que, junto de vós, se
encontra em penosíssima situação. Sua saúde ou seus interesses exigem que vá para outro país, onde
estará melhor a todos os respeitos. Deixará temporariamente de se achar ao vosso lado, mas com ele vos
correspondereis sempre: a separação será apenas material. Desgostar-vos-ia o seu afastamento, embora
para bem dele?
Pelas provas patentes, que ministra, da vida futura, da presença, em torno de nós, daqueles a
quem amamos, da continuidade da afeição e da solicitude que nos dispensavam; pelas relações que nos
faculta manter com eles, a Doutrina Espírita nos oferece suprema consolação, por ocasião de uma das mais
legítimas dores. Com o Espiritismo, não mais solidão, não mais abandono: o homem, por muito insulado
que esteja, tem sempre perto de si amigos com quem pode comunicar-se.
Impacientemente suportamos as tribulações da vida. Tão intoleráveis nos parecem, que não
compreendemos possamos sofrê-las. Entretanto, se as tivermos suportado corajosamente, se soubermos
impor silêncio às nossas murmurações, felicitar--nos-emos, quando fora desta prisão terrena, como o
doente que sofre se felicita, quando curado, por se haver submetido a um tratamento doloroso.
Sugestões bibliográficas:
- O Livro dos Espíritos - Comentário de Allan Kardec à Pergunta: 936.
- Atravessando a Rua – Cap. 7 – “Angústia materna” - Richard Simonetti - CEAC;
- A Mãe que desistiu do Céu, Cap. 33 - “A morte – resposta final de Kardec a Mauriac”, - Mário B. Tamassia - IDE
Sofres quando os entes amados se apartam de ti, na direção de tarefas ou experiências que divergem das tuas... Quererias viver com eles em permanente integração e por isso a separação te dói, qual se padecesses dolorosa mutilação nos tecidos da própria alma.
Entretanto, que afeição verdadeira será menos afeição, apenas por que se veja fustigada por circunstâncias de espaço e tempo?
A energia solar que invade o céu no Brasil não é diferente daquela que penetra o firmamento na Tailândia.
Quando os entes queridos te digam adeus nas bifurcações do caminho, não lhes arremesses à estrada quaisquer farpas de incompreensão.
Faze deles portadores de tua simpatia, seja onde seja.
Que eles possam beneficiar os outros como beneficiaram a nós e quando nos retornem o convívio, seja na Terra ou noutros mundos, que nos possam trazer acrescidas de amor as vibrações de amor com que os abençoamos na despedida.
Que seria do mundo se as plantas monopolizassem os próprios frutos ou se os rios fugissem de viajar, receando o vampirismo da terra seca?
Dá teu coração em forma de entendimento e ternura, ao companheiro que parte e envolve-o em preces de reconhecimento, clareando-lhe o caminho.
Com dobrados motivos devemos fazer isso, se ele se foi, no contato conosco, um expoente de bondade, enriquecendo-nos a existência de tranquilidade e alegria.
Se as leis da renovação lhe determinaram a ausência, isso ocorre por impositivos que funcionam acima de nossa própria vontade a lhe chamarem adiante o dom de cooperar e a faculdade de construir, investindo-nos na obrigação de seguir-lhe os padrões de atividade, a fim de que venhamos a progredir sempre e servir cada vez mais.
Aquele que nos auxiliou tanto quanto pode, é e será invariavelmente um benfeitor, diante de quem a gratidão será para nós inequívoca, e de um benfeitor ninguém se afasta, com sentimentos de azedume e palavras de fel.
Louvemos os entes amados que nos deixam, convertendo separação em esperança e transformando distância em razão para agradecimento maior.
Lembremo-nos de que a fonte que nos dessedenta e ampara a segurança doméstica pode dessedentar os nossos vizinhos pela Misericórdia de Deus.
Emmanuel
(Do livro: “Urgência” - Pág. 109 – Emmanuel/ Francisco C. Xavier – GEEM)
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