SEDE > Av. Nossa Senhora de Copacabana, 709 - 5º andar:
➢ QUARTAS-FEIRAS: ÀS 8h30m e ÀS 19h30m;
➢ SEXTAS-FEIRAS, ÀS 16h
NÚCLEO PAULO e ESTEVÃO > Rua Rodolfo Dantas, loja 97 (térreo) Copacabana (21 3208-5264)
Semana: de 1 de Junho a 7 de Junho de 2026
REUNIÃO VIRTUAL SEMANAL
ESTRÉIA
Dia 1 de Junho (segunda-feira), às 19h pelo canal do Lar de Tereza no YouTube

Expositor(a): JOÃO A. RIBEIRO
Integrante do Lar de Tereza - Instituição Espírita Cristã de Estudo e Caridade (Botafogo, Rio de Janeiro/RJ)

941. Para muitas pessoas, o temor da morte é uma causa de perplexidade.
Donde lhes vêm esse temor, tendo elas diante de si o futuro?
“Falece-lhes fundamento para semelhante temor. Mas, que queres! se procuram persuadi-las, quando crianças, de que há um inferno e um paraíso e que mais certo é irem para o inferno, visto que também lhes disseram que o que está na Natureza constitui pecado mortal para a alma! Sucede então que, tornadas adultas, essas pessoas, se algum juízo têm, não podem admitir tal coisa e se fazem ateias, ou materialistas. São assim levadas a crer que, além da vida presente, nada mais há. Quanto aos que persistiram nas suas crenças da infância, esses temem aquele fogo eterno que os queimará sem os consumir.
“Ao justo, nenhum temor inspira a morte, porque, com a fé, tem ele a certeza do futuro. A esperança fá-lo contar com uma vida melhor; e a caridade, a cuja lei obedece, lhe dá a segurança de que, no mundo para onde terá de ir, nenhum ser encontrará cujo olhar lhe seja de temer.” (730)
O homem carnal, mais preso à vida corpórea do que à vida espiritual, tem, na Terra, penas e gozos materiais. Sua felicidade consiste na satisfação fugaz de todos os seus desejos. Sua alma, constantemente preocupada e angustiada pelas vicissitudes da vida, se conserva numa ansiedade e numa tortura perpétuas. A morte o assusta, porque ele duvida do futuro e porque tem de deixar no mundo todas as suas afeições e esperanças.
O homem moral, que se colocou acima das necessidades factícias criadas pelas paixões, já neste mundo experimenta gozos que o homem material desconhece. A moderação de seus desejos lhe dá ao Espírito calma e serenidade. Ditoso pelo bem que faz, não há para ele decepções e as contrariedades lhe deslizam por sobre a alma, sem nenhuma impressão dolorosa deixarem.
942. Pessoas não haverá que achem um tanto banais esses conselhos para ser-se feliz na Terra; que neles vejam o que chamam lugares comuns, sediças verdades; e que digam, que, afinal, o segredo para ser-se feliz consiste em saber cada um suportar a sua desgraça?
“Há as que isso dizem e em grande número. Mas, muitas se parecem com certos doentes a quem o médico prescreve a dieta; desejariam curar-se sem remédios e continuando a apanhar indigestões.”
Sugestões bibliográficas:
- O Pensamento de Emmanuel – Cap. 40, “Depois da morte”; Martins Peralva - FEB
- A Luz do Consolador – “A vitória sobre a morte” – Yvonne A. Pereira – FEB;
- Cintilação de Estrelas, Cap. 27 – “Os que se foram”, Camilo/Raul Teixeira/, Fráter;
- Temas de Hoje, Problemas de Sempre - “Morte. Contradição. Problemas de Adaptação” - Richard Simonetti - CEAC
Como podes precisar o momento que te assinalou a entrada no mundo, não podes ignorar que uma hora surgirá em que deves sair dele.
Não olvides que o minuto de volta será minuto de ajustamento na Contabilidade da Vida.
Lembra-te de quantos conhecem a amargura dos que desertam do caminho que a vida lhes traça, quando fogem das próprias obrigações, a fim de que te não falte bom ânimo à necessária preparação ante o inelutável regresso.
O operário que lesa a oficina do próprio pão, o homem representativo que cai no suborno e o estudante frustrado, após longo tempo de esperança e lição, oferta no desespero que os martiriza, singela imagem de quantos se retiram do Plano Físico, desalentados e irredimidos, carregando em si mesmos o fardo do tempo perdido, quando não sorvem, a cada instante, largas taças de fel que a incompreensão de parentes e afeiçoados lhes impõem, à face dos problemas e aflições que deixaram na retaguarda.
Legiões enormes de semelhantes aprendizes vagueiam sem rumo, tolerando os golpes que lhes são desfechados por lares e tribunais em que se congregam familiares e amigos a lhes reclamarem a exação dos compromissos que desprezam, acreditando-se impunes.
Recorda que amanhã ser-te-á naturalmente solicitada a conta justa do hoje e que a morte, em te ocultando a forma física, não te forrará o espírito ao testemunho inconteste das próprias ações, no qual, de retorno à imortalidade, receberás, em reação compulsória, o fruto da semente que cultivaste, expressando-te a paz ou a insegurança, a alegria ou a dor, o inferno ou o céu, segundo a tua lavoura de preguiça ou trabalho, luz ou treva, mal ou bem.
EMMANUEL
(“Linha 200” - Capítulo 20 - F. C. Xavier/Emmanuel – FEB)
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