SEDE > Av. Nossa Senhora de Copacabana, 709 - 5º andar:
➢ QUARTAS-FEIRAS: ÀS 8h30m e ÀS 19h30m;
➢ SEXTAS-FEIRAS, ÀS 16h
NÚCLEO PAULO e ESTEVÃO > Rua Rodolfo Dantas, loja 97 (térreo) Copacabana (21 3208-5264)
Semana: de 13 de Julho a 19 de Julho de 2026
REUNIÃO VIRTUAL SEMANAL
ESTRÉIA
Dia 13 de Julho (segunda-feira), às 19h pelo canal do Lar de Tereza no YouTube

Expositor(a): CÉRES MONTEIRO
Integrante do LAR DE TEREZA (Copacabana, Rio de Janeiro/RJ) (Residindo em Piracicaba – SP)

NÃO JULGUEIS, PARA NÃO SERDES JULGADOS.
– ATIRE A PRIMEIRA PEDRA AQUELE QUE ESTIVER SEM PECADO
11. Não julgueis, a fim de não serdes julgados; – porquanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros; empregar-se-á convosco a mesma medida de que vos tenhais servido para com os outros. (S. MATEUS, 7:1 e 2.)
12. Então, os escribas e os fariseus lhe trouxeram uma mulher que fora surpreendida em adultério e, pondo-a de pé no meio do povo, – disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher acaba de ser surpreendida em adultério; – ora, Moisés, pela lei, ordena que se lapidem as adúlteras. Qual sobre isso a tua opinião?” – Diziam isto para o tentarem e terem de que o acusar. Jesus, porém, abaixando-se, entrou a escrever na terra com o dedo. – Como continuassem a interrogá-lo, ele se levantou e disse: “Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.” – Em seguida, abaixando-se de novo, continuou a escrever no chão. – Quanto aos que o interrogavam, esses, ouvindo-o falar daquele modo, se retiraram, um após outro, afastando-se primeiro os velhos. Ficou, pois, Jesus a sós com a mulher, colocada no meio da praça.
Então, levantando-se, perguntou-lhe Jesus: -“Mulher, onde estão os que te acusavam?
Ninguém te condenou?”
Ela respondeu: - “Não, Senhor.”
Disse-lhe Jesus: - “Também eu não te condenarei. Vai-te e de futuro não tornes a pecar.” (S. JOÃO, 8:3 a 11.)
13. “Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado”, disse Jesus. Essa sentença faz da indulgência um dever para nós outros, porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência. Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.
O reproche lançado à conduta de outrem pode obedecer a dois móveis: reprimir o mal, ou desacreditar a pessoa cujos atos se criticam. Não tem escusa nunca este último propósito, porquanto, no caso, então, só há maledicência e maldade. O primeiro pode ser louvável e constitui mesmo, em certas ocasiões, um dever, porque um bem deverá daí resultar, e porque, a não ser assim, jamais, na sociedade, se reprimiria o mal. Não cumpre, aliás, ao homem auxiliar o progresso do seu semelhante? Importa, pois, não se tome em sentido absoluto este princípio: “Não julgueis se não quiserdes ser julgado”, porquanto a letra mata e o espírito vivifica.
Não é possível que Jesus haja proibido se profligue o mal, uma vez que ele próprio nos deu o exemplo, tendo-o feito, até, em termos enérgicos. O que quis significar é que sem a autoridade para censurar está na razão direta da autoridade moral daquele que censura.
Tornar-se alguém culpado daquilo que condena noutrem é abdicar dessa autoridade, é privar-se do direito de repressão. A consciência íntima, ao demais, nega respeito e submissão voluntária àquele que, investido de um poder qualquer, viola as leis e os princípios de cuja aplicação lhe cabe o encargo. Aos olhos de Deus, uma única autoridade legítima existe: a que se apoia no exemplo que dá do bem. É o que, igualmente, ressalta das palavras de Jesus.
Esta sábia sentença do Mestre vale por todo um programa de vida.
Quem não se sente levado a julgar pessoas, fatos e circunstâncias, envolvendo conhecidos, colegas, amigos ou inimigos, dispondo-se a tomar posições que, por vezes, muda até o rumo de acontecimentos?
Quantas almas vítimas de julgamentos precipitados, oriundos de falsas informações, calúnias, difamações, sustentadas pela inveja, preconceito, fanatismo ou puro espírito de competição?
Ah! Queridos irmãos! Jamais vos deixeis iludir pelas aparências!
Somente o Pai tem o poder de penetrar o âmago das almas e medir cada gesto, cada ato e desvendar os arcanos do pensamento de Seus filhos! Só Ele pode encontrar a ponta inicial de uma meada que a vida desenrola dentro do tempo!
Abstende-vos de julgar!
Nunca podereis saber com que medida a vida também vos medirá!
Antes de julgardes, meditai nos esforços que, muitas vezes, vós mesmas já fizestes para não cairdes nos erros que hoje condenais! Quanta luta íntima já travastes, dia por dia, para evitardes que vossos pés resvalassem nessa mesma lama em que vedes mergulhado o vosso irmão!
Pensai que ele também lutou para não cair e, se tal chegou a acontecer, foi porque, provavelmente, não encontrou em si mesmo a força da fé ou a luz do discernimento que lhe impedissem a queda.
Lembrai-vos, acima de tudo, que a fraqueza que o fez tombar hoje, pode se tornar em força amanhã, porquanto a experiência vivida se lhe transformará em patamar de apoio, impedindo-o de cair novamente.
Meditai, igualmente, sobre a força que julgais possuir...
Existem problemas que nos obrigam a, mais adiante, curvar a cabeça, na visão sempre oportuna do quanto somos pequeninos e do quanto somos frágeis!
Não julgueis para não serdes julgados, porque com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos.
O Reino de Deus não vem com aparências exteriores.
Esses são os ensinos do Mestre. Guardai-os e cumpri-os!
Só o olhar percuciente do Pai pode alcançar as profundezas da alma de Seus filhos para exercer, não somente a Sua justiça, mas, sobretudo, para derramar sobre eles a Sua Infinita Misericórdia.
AURÉLIO
(“Evangelho E Vida”, Capítulo 21 - Brunilde M. do Espírito Santos /Espíritos Diversos) – Lar de Tereza
Sugestões bibliográficas:
- Pensamento e Vida – Cap. 8 – Associação – Emmanuel / F.C. Xavier- FEB;
- Boa Nova – Cap. 20 – Maria de Magdala - Humberto de Campos/ F. C. Xavier - FEB;
- Lampadário Espírita – Cap. 20 – Maledicência - Joanna de Ângelis /Divaldo P. F.-FEB;
- Estudos Espíritas do Evangelho – It. 17 – A pregação de Jesus-Therezinha Oliv. EAK
- Evangelho dos Humildes – Cap. VII - 1 e 2- Eliseu Rigonatti – Pensamento
OBS: Para consultar a programação do mês, completa, acesse o NRI: Novos Rumos Informativo, clicando aqui.