SEDE > Av. Nossa Senhora de Copacabana, 709 - 5º andar:
➢ QUARTAS-FEIRAS: ÀS 8h30m e ÀS 19h30m;
➢ SEXTAS-FEIRAS, ÀS 16h
NÚCLEO PAULO e ESTEVÃO > Rua Rodolfo Dantas, loja 97 (térreo) Copacabana (21 3208-5264)
Semana: de 12 de Outubro a 18 de Outubro de 2026
REUNIÃO VIRTUAL SEMANAL
ESTRÉIA
Dia 12 de Outubro (segunda-feira), às 19h pelo canal do Lar de Tereza no YouTube

Expositor(a): CÉRES MONTEIRO
Integrante do Lar de Tereza (Residindo em Piracicaba/SP)

976. O espetáculo dos sofrimentos dos Espíritos inferiores não constitui, para os bons, uma causa de aflição e, nesse caso, que fica sendo a felicidade deles, se é assim turbada?
“Não constitui motivo de aflição, pois que sabem que o mal terá fim. Auxiliam os outros a se melhorarem e lhes estendem as mãos. Essa a ocupação deles, ocupação que lhes proporciona gozo quando são bem-sucedidos.”
a) — Isto se concebe da parte de Espíritos estranhos ou indiferentes. Mas o espetáculo das tristezas e dos sofrimentos daqueles a quem amaram na Terra não lhes perturba a felicidade?
“Se não vissem esses sofrimentos, é que eles vos seriam estranhos depois da morte. Ora, a religião vos diz que as almas vos vêem. Mas, eles consideram de outro ponto de vista os vossos sofrimentos. Sabem que estes são úteis ao vosso progresso, se os suportardes com resignação. Afligem-se, portanto, muito mais com a falta de ânimo que vos retarda, do que com os sofrimentos considerados em si mesmos, todos passageiros.”
977. Não podendo os Espíritos ocultar reciprocamente seus pensamentos e sendo conhecidos todos os atos da vida, dever-se-á deduzir que o culpado está perpetuamente em presença de sua vítima?
“Não pode ser de outro modo, di-lo o bom-senso.”
a) — Serão um castigo para o culpado essa divulgação de todos os nossos atos reprováveis e a presença constante dos que deles foram vítimas?
“Maior do que se pensa, mas tão-somente até que o culpado tenha expiado suas faltas, quer como Espírito, quer como homem, em novas existências corpóreas.”
Quando nos achamos no mundo dos Espíritos, estando patente todo o nosso passado, o bem e o mal que houvermos feito serão igualmente conhecidos. Em vão, aquele que haja praticado o mal tentará escapar ao olhar de suas vítimas: a presença inevitável destas lhe será
um castigo e um remorso incessante, até que haja expiado seus erros, ao passo que o homem de bem por toda parte só encontrará olhares amigos e benevolentes.
Para o mau, não há maior tormento, na Terra, do que a presença de suas vítimas, razão pela qual as evita continuamente.
Que será quando, dissipada a ilusão das paixões, compreender o mal que fez, vir patenteados os seus atos mais secretos, desmascarada a sua hipocrisia e não puder subtrair-se à visão delas? Enquanto a alma do homem perverso é presa da vergonha, do pesar e do remorso, a do justo goza perfeita serenidade.
978. A lembrança das faltas que a alma, quando imperfeita, tenha cometido, não lhe turba a felicidade, mesmo depois de se haver purificado?
“Não, porque resgatou suas faltas e saiu vitoriosa das provas a que se submetera para esse fim.”
979. Não serão, para a alma, causa de penosa apreensão, que lhe altera a felicidade, as provas por que ainda tenha de passar para acabar a sua
purificação?
“Para a alma ainda maculada, são. Daí vem que ela não pode gozar de felicidade perfeita, senão quando esteja completamente pura. Para aquela, porém, que já se
elevou, nada tem de penoso o pensar nas provas que ainda haja de sofrer.”
Goza da felicidade a alma que chegou a um certo grau de pureza. Domina-a um sentimento de grata satisfação. Sente-se feliz por tudo o que vê, por tudo o que a cerca.
Levanta-se-lhe o véu que encobria os mistérios e as maravilhas da Criação e as perfeições divinas em todo o esplendor lhe aparecem.
980. O laço de simpatia que une os Espíritos da mesma ordem constitui para eles uma fonte de felicidade?
“Os Espíritos entre os quais há recíproca simpatia para o bem encontram na sua união um dos maiores gozos, visto que não receiam vê-la turbada pelo egoísmo. Formam, no mundo inteiramente espiritual, famílias pela identidade de sentimentos, consistindo nisto a felicidade espiritual, do mesmo modo que no vosso mundo vos grupais em categorias e experimentais certo prazer quando vos achais reunidos. Na afeição pura e sincera que cada um vota aos outros e de que é por sua vez objeto, têm eles um manancial de felicidade, porquanto lá não há falsos amigos, nem hipócritas.”
Das primícias dessa felicidade goza o homem na Terra, quando se lhe deparam almas com as quais pode confundir-se numa união pura e santa. Em uma vida mais purificada, inefável e ilimitado será esse gozo, pois aí ele só encontrará almas simpáticas, que o egoísmo não tornará frias. Porque, em a Natureza, tudo é amor: o egoísmo é que o mata.
981. Com relação ao estado futuro do Espírito, haverá diferença entre um que, em vida, teme a morte e outro que a encara com indiferença e mesmo com alegria?
“Muito grande pode ser a diferença. Entretanto, apaga--se com frequência em face das causas determinantes desse temor ou desse desejo. Quer a tema, quer a deseje, pode o homem ser propelido por sentimentos muito diversos e são estes sentimentos que influem no estado do Espírito. É evidente, por exemplo, que naquele que deseja a morte, unicamente porque vê nela o termo de suas tribulações, há uma espécie de queixa contra a Providência e contra as provas que lhe cumpre suportar.”
982. Será necessário que professemos o Espiritismo e creiamos nas manifestações espíritas, para termos assegurada a nossa sorte na vida futura?
“Se assim fosse, seguir-se-ia que estariam deserdados todos os que não crêem, ou que não tiveram ensejo de esclarecer- se, o que seria absurdo. Só o bem assegura a sorte futura. Ora, o bem é sempre o bem, qualquer que seja o caminho que a ele conduza.” (165-799)
A crença no Espiritismo ajuda o homem a se melhorar, firmando-lhe as idéias sobre certos pontos do futuro. Apressa o adiantamento dos indivíduos e das massas, porque faculta nos inteiremos do que seremos um dia. É um ponto de apoio, uma luz que nos guia. O Espiritismo
ensina o homem a suportar as provas com paciência e resignação; afasta-o dos atos que possam retardar-lhe a felicidade, mas ninguém diz que, sem ele, não possa ela ser conseguida.
Sugestões bibliográficas:
Enfoques Espíritas – Cap. 11 – Ante os Tempos Novos; D. Franco / Vianna de Carvalho
O Livro dos Espíritos: Comentários de Allan Kardec às PERG. 977, 979, 980, 981 e 982;
O Céu e o Inferno – Cap. II - 2a parte – “Dr. Demeure – Allan Kardec”;
O Consolador: pergunta 243, 24, 245 - Emmanuel / Francisco Xavier- FEB. Léon Denis
Muitos observadores perguntam por que motivo o ardor dos espíritas na preservação e na divulgação dos ensinamentos que abraçaram.
Estranham o nosso o zelo – parta esse zelo dos espíritas encarnados ou desencarnados, - nas instituições e avisos em torno da imortalidade, da esperança, do serviço, do bom-senso, da justiça.
Por que tamanho interesse por uma doutrina que insiste em prestigiar as manifestações e as palavras dos mortos, se os homens estão chumbados ao solo do mundo, com as necessidades e problemas do mundo? – indagam afoitas inteligências que se presumem de escol.
Isso, porém, é o mesmo que se reunirem legiões de crianças para saber dos motivos pelos quais os adultos lhes traçam disciplinas e lhes erguem escolas.
Se o menino de hoje será o homem de amanhã, o espírito encarnado agora será o espírito desencarnado no futuro.
Estamos jungidos uns aos outros por inevitáveis conjugações.
O conhecimento espírita, na essência, é tão importante no reino da alma, quanto a alfabetização nos domínios da vida comum.
Não tivéssemos o ensino e a sociedade humana não passaria da selva.
Poderíamos inculcar como insensatos os professores que se devotaram à educação no curso dos séculos?
Assim, o Espiritismo.
Doutrina que restaura o Cristianismo em sua pureza, é a religião natural da consciência na Terra e no Universo.
Apoiemo-la na expansão necessária, iniciando-lhe a propaganda no exemplo individual e estendendo-a através do livro, do impresso avulso, da palavra, da preferência, da atitude.
A Humanidade tem tanta necessidade do conhecimento espírita, como precisa de pão ou de antibiótico, que devem ser fabricados ou armazenados antes que a infecção contamine o corpo ou que a fome apareça.
Sucede assim porque todas as criaturas, queiram ou não, ressurgirão da morte retomando os patrimônios da vida, nas mesmas circunstâncias em que a pessoa habitualmente desmaia no sono, cada noite, para despertar consciente na manhã seguinte, com as aquisições felizes ou infelizes em que se achava na véspera.
A vista de semelhante realidade, embora respeitando as convicções dos outros, no que se refere ao plantio e ao cultivo da instrução espírita, a nossa obrigação é compreender, edificar, servir e continuar.
ANDRÉ LUIZ
(Do livro: Sol nas Almas - Capítulo 56 – André Luiz – médium: Waldo Vieira – CEC)
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